Jovens

Roberto Liebgott
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Foram às ruas, proferiram palavras de ordem, requereram o direito à educação pública de qualidade, bradaram por democracia e contra toda discriminação e preconceito.

Não eram milhões, foram poucas e poucos diante das dores e dos males produzidos por políticos e governos nefastos, mas representaram as e os demais, impedidos e impedidas, apagadas e apagados, abafadas e abafados, ameaçadas e ameaçados, empobrecidas e empobrecidos, marginalizadas e marginalizados.

Estavam lá nas ruas, nas universidades, diante dos palácios, dizendo não ao arbítrio, ao racismo, a misoginia, ao machismo e homofobia e as mais variadas formas de opressão política, cultural, econômica e social.

Jovens meninas e meninos, de rostos pintados, de roupas alternativas, cabelos descoloridos, longos ou curtos, enrolados ou cacheados, pretos ou brancos, azuis ou cor de rosas, multicores, multifaces, multiétnicas expressando as diferenças e as diversidades, mas numa só sintonia, a defesa das liberdades e da democracia.

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Jovens de todos os povos, vocês nos ensinam que há caminhos, que eles se fazem nas relações de respeito, de diálogo, na interação, nas inter-relações, inclusive, nas intergeracionais, alimentando místicas, expectativas, sonhos e esperanças num outro amanhã.