UEL promove marcha na luta antirracista e pela diversidade

Victória Jandira Bueno
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No último dia 12 de maio a Universidade Estadual de Londrina realizou a Marcha UEL na Luta Antirracista e pela Diversidade, uma iniciativa da comunidade interna do Campus, composta por professores, estudantes e servidores, aprovada pelo Conselho Universitário.

A proposta de mobilização se deu em consequência de episódios racistas, fascistas e nazistas encontrados em pichações no banheiro masculino do Centro de Ciências Exatas (CCE), utilizado pelos estudantes de Geografia.

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A marcha percorreu o calçadão de acesso aos centros de estudos da Universidade e seguiu até a praça do Restaurante Universitário. Foto: Filipe Barbosa de Lima.

As atividades tiveram início às 10h com uma concentração no Centro de Educação Comunicação e Artes (CECA) e contou com a presença de representantes dos povos indígenas Kaingang, da terra indígena Apucaraninha, e dos Guarani, da terra indígena São Jerônimo. Nesse primeiro momento foram elaborados cartazes contendo frases de posicionamentos antirracistas, antifascistas e a favor da diversidade, além de falas e entrevistas com a comunidade acadêmica presente.

A marcha percorreu o calçadão de acesso aos centros de estudosda Universidade e seguiu até a praça do Restaurante Universitário, onde foram realizadas as atividades culturais indígenas, protestos e o show com Cecília Bandeira e o Samba do Sereno. Durante o percurso, a entrada da marcha no Centro de Ciências Exatas protagonizou um dos momentos mais marcantes do ato, sobretudo, porque foi nesse centro que o referido crime racista ocorreu. A indignação e a vergonha por parte dos participantes diante do fatoocorrido ficaram visível por meio dos gritos de luta e resistência, que neste momento, se intensificaram.

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Indígenas Kaingang, da terra indígena Apucaraninha, e Guarani, da terra indígena São Jerônimo, participaram do ato. Foto: Filipe Barbosa de Lima.
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Foto: Filipe Barbosa de Lima.

 

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As falas realizadas durante o protesto ressaltaram a importância de iniciativas como essas, principalmente porque os posicionamentos defendidos nesses eventos acabam se configurando como espaçosde sociabilidade, de troca e de resistência. A luta antirracista e antifascista é ontem, é hoje, é amanhã e indica a urgência de sua compreensão, sobretudo porque o ambiente universitário não pode conviver com tais atos, pois o mesmo representa a própria diversidade a partir da universalização das ideias que envolvem todos os grupos humanos possíveis.

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Foto: Filipe Barbosa de Lima.

O que se tira de lição deste ato, é a necessidade de se manter a construção permanente de uma Universidade pública, gratuita e de qualidade, pautada na sua própria missão, a universalização do conhecimento, que nos permite viver um ambiente colorido, marcado pela diversidade do mundo.