Sorver o mate
Chimarrão, mate que aquece, que une e compartilha a boa prosa, cultiva os sonhos, improvisa versos e projeta o futuro dentro do amanhã.
Mate das memórias, de culturas milenares que se eternizam, passadas de boca em boca, de mão em mãos, entre sorrisos e gentilezas.
Mate servido e sorvido com leveza, como se a paz fosse degustada em cada gole quente do amargo agridoce.
Mate que revigora,
exercitando a calma, tornando-se refúgio e ternura, oferenda entre amigos, amigas, parceiros, parceiras e visitantes.
Quando o mate é oferecido, alcança-se com ele a amizade, a acolhida, a união – a ser perseguida e partilhada entre aqueles e aquelas que sorvem a bebida ancestral indígena – Kaingang e Guarani.
Porto Alegre (RS), 08 de fevereiro de 2026.
Roberto Liebgott
Cimi Sul – Equipe Porto Alegre.
Roberto Antônio Liebgott é missionário do CIMI - Conselho Indigenista Missionário, atuando na região Sul do Brasil.
