Cartografia social fortalece o cuidado com as águas e o território na Aldeia Multiétnica Filhos desta Terra

Claudia Weinman
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Na Aldeia Multiétnica Filhos Desta Terra, em Guarulhos (SP), conhecer o território também significa reconhecer os caminhos das águas. As Oficinas de Cartografia Social realizadas pela comunidade possibilitaram identificar nascentes, cursos de água e áreas prioritárias para ações de recuperação ambiental. A atividade integra o projeto “Água e Vida: Saneamento Básico e Acesso à Água Potável em Comunidade Indígena em Contexto Urbano”, executado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Regional Sul, por meio da Equipe São Paulo,  em parceria com o Instituto das Irmãs da Santa Cruz (IISC).

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Mais do que produzir um mapa, a cartografia social ajudou a construir um olhar coletivo sobre o território. Foto: Cimi Sul.

Mais do que produzir um mapa, a cartografia social ajudou a construir um olhar coletivo sobre o território. A partir da experiência de quem vive na aldeia, foram reconhecidos os caminhos das águas e os espaços que necessitam de maior cuidado. O processo também fortalece a valorização dos saberes tradicionais e a participação da comunidade na definição das ações de recuperação.

Importante destacar que os jovens que vivem na Aldeia Multiétnica Filhos Desta Terra têm participado desse processo e se envolvido diretamente com o cuidado do território. A participação das novas gerações é fundamental para a continuidade dos conhecimentos e das práticas de proteção das águas, do solo e da biodiversidade.

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A recomposição da vegetação contribui para recuperar áreas degradadas. Foto: Cimi Sul.

A cartografia é também um ponto de partida para as próximas etapas do projeto. Estão previstas oficinas práticas de recuperação das nascentes e dos cursos de água, avançando na identificação das áreas para ações concretas de revitalização. O objetivo é recuperar as nascentes e córregos que permeiam o território e, desse modo, ampliar as condições de acesso à água potável para a comunidade.

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Outra frente importante diz respeito  a recuperação do solo, realizado por meio do plantio de árvores nativas e frutíferas. O projeto prevê o plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, além de espécies frutíferas e sementes tradicionais. A recomposição da vegetação contribui para recuperar áreas degradadas, proteger o solo e favorecer a preservação das nascentes e dos cursos de água.

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O projeto prevê o plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Foto: Cimi Sul.

A parceria com o IISC é essencial para a atuação da Equipe São Paulo,do CIMI Sul, junto à Aldeia Multiétnica Filhos Desta Terra, fortalecendo iniciativas construídas a partir das necessidades e do protagonismo da própria comunidade. Cuidar das águas, recuperar o solo e fortalecer a biodiversidade são, nesse território, ações que caminham junto com a defesa e a proteção territorial. Mapear as águas é também reconhecer a responsabilidade coletiva de cuidar da vida e do território.