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Ah, se fossem as lutadoras e lutadores do povo

Ah, se fossem as lutadoras e lutadores do povo

Roberto Liebgott
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Imaginemos se balbúrdia bolsonarista registrada na noite de ontem, 12 de dezembro, fosse cometida por pessoas dos movimentos sociais, populares, ou por indígenas e quilombolas?

Certamente, em poucas horas, todos e todas estariam presos depois de serem jogados dentro de camburões e conduzidos, de um lado para outro, sob pressão e tortura até uma delegacia distante dos locais dos fatos e de lá, espancados, depositados dentro de um cadeião ou presídio.

Essa sempre foi a prática das polícias nos eventos e atos populares, aliás, o monitoramento era feito constantemente por P2, policiais infiltrados, ou explicitamente e por outros agentes especializados de segurança. Estes, desde a saída e até o local dos atos, monitoravam tudo, quando não interceptavam os ônibus, os veículos e ameaçavam, intimidavam e conduziam à força os manifestantes.

Mas com a turma bolsonarista a tolerância parece regra. Ontem resolveram prender um indígena Xavante, pastor evangélico, que anda de cocar e borduna ameaçando, como centenas de brancos fazem todos os dias, ministros e o presidente eleito. Mas cadê os outros?

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Ninguém mais, naquela baderna toda, até a meia noite de ontem, 12 de dezembro, havia sido preso, ao contrário, os bolsonaristas bloquearam vias públicas, incendiaram carros e ônibus e ficaram ameaçando invadir a sede da Polícia Federal.

E as polícias? Só não serviram cafezinho e lanche porque não há mais dinheiro público disponível, o presidente inominável gastou tudo para comprar votos e adquirir 52 imóveis com dinheiro vivo.